Desapaixonadamente/Inteligentemente
Em tempos de Mega Sena da Virada, o JdFA convida seus leitores à reflexão quanto ao volume de dinheiro que circula na administração pública de Patrocínio, Minas Gerais.
Em tempos de Mega Sena da Virada, o JdFA convida seus leitores à reflexão quanto ao volume de dinheiro que circula na administração pública de Patrocínio, Minas Gerais.
A administração municipal de Patrocínio termina o terceiro ano de mandato divulgando e inaugurando obras propaladas desde 2009. Analisando realística e friamente, sem muito o que mostrar, por mais pirotecnia publicitária que façam. (Somente de janeiro a abril deste ano os valores empenhados e liberados para agências de propaganda de Uberlândia e Belo Horizonte chegaram a mais de meio milhão. Ainda não se sabe os valores liberados pela atual administração de maio a 31 de dezembro, mas a julgar pelo volume de outdoors espalhados pela cidade, impressos, veiculação de propaganda em canais regionais de televisão etc...). Patrocínio é um município rico, riquíssimo. Arrecada demais. E, além do quê, é privilegiado por substanciosas verbas estaduais e federais.
Fora o programa Minha Casa Minha Vida, a vinda do Instituto Federal (IFET), as obras do Daepa com empréstimo de R$ 10 milhões pelo Novo Somma (24 anos para pagar, três anos de carência para começar a pagar - ou seja: só o próximo prefeito vai desembolsar a primeira parcela), as avenidas concluídas com recursos externos, e fora os repasses estaduais e federais, Patrocínio tem orçamentos de altas somas. Era para o município estar 'arrebentando' de obras de canto a canto. Mas, infelizmente, não. Procurem, façam uma lista de obras relevantes (operação tapa-buraco e limpeza de lote não vale). Podem incluir na prestação de contas os sinaleiros para pedestres e o asfaltamento e meio-fios de quase R$ 2 milhões no Bairro Manuel Nunes, com recursos da municipalidade.
Com tantos recursos, a prestação de serviços de saúde para a pobreza era para estar nos trinques, tinindo. (Dói saber sobre a humilhação que pessoas humildes - que este redator conhece - têm passado quando dependem destes serviços. Isto é inadmíssivel (é uma vergonha) e é uma das áreas à míngua que nos move a manter acesa esta página virtual). O lazer, a cultura (o Conservatório de Música foi abandonado por este governo e a Fundação Casa de Cultura virou uma cabidela de emprego para apaniguados e uma coisa aqui e outra ali), programas para a juventude, para as crianças etc. Não aconteceu nada ainda. A área de ação social simplesmente não se apresenta, não faz parte da cena. Em todos os setores justificam-se demais, explicam-se demais, mas a concretude de fatos, atos, ações e realizações ficam aquém do que poderiam ser/estar/ter/haver.
Fora os programas federais implantados, não há um só programa (projeto) municipal em andamento e com perspectiva de sequência e de futuro. É tudo pontual, localizado, coisa de momento. Por mais que os defensores tentem apontar realizações, quéde, cadê, onde? Proporcionais aos orçamentos municipais e às verbas entrantes mensalmente.
Graças ao peso do produto café na balança comercial, o município é um dos mais ricos de Minas. Tanto dinheiro, com planejamento e austeridade, máquina enxuta, criatividade, simplicidade e inteligência, sem dúvida as coisas aconteceriam... Quem sabe um dia. Enquanto isso a mamãe prefeitura de Patrocínio é uma das maiores empregadoras da região.
Abaixo os orçamentos de Patrocínio na atual administração. Soma tudo e divide pelos meses, por favor. Algumas previsões orçamentárias foram suplantadas.
Fora o programa Minha Casa Minha Vida, a vinda do Instituto Federal (IFET), as obras do Daepa com empréstimo de R$ 10 milhões pelo Novo Somma (24 anos para pagar, três anos de carência para começar a pagar - ou seja: só o próximo prefeito vai desembolsar a primeira parcela), as avenidas concluídas com recursos externos, e fora os repasses estaduais e federais, Patrocínio tem orçamentos de altas somas. Era para o município estar 'arrebentando' de obras de canto a canto. Mas, infelizmente, não. Procurem, façam uma lista de obras relevantes (operação tapa-buraco e limpeza de lote não vale). Podem incluir na prestação de contas os sinaleiros para pedestres e o asfaltamento e meio-fios de quase R$ 2 milhões no Bairro Manuel Nunes, com recursos da municipalidade.
Com tantos recursos, a prestação de serviços de saúde para a pobreza era para estar nos trinques, tinindo. (Dói saber sobre a humilhação que pessoas humildes - que este redator conhece - têm passado quando dependem destes serviços. Isto é inadmíssivel (é uma vergonha) e é uma das áreas à míngua que nos move a manter acesa esta página virtual). O lazer, a cultura (o Conservatório de Música foi abandonado por este governo e a Fundação Casa de Cultura virou uma cabidela de emprego para apaniguados e uma coisa aqui e outra ali), programas para a juventude, para as crianças etc. Não aconteceu nada ainda. A área de ação social simplesmente não se apresenta, não faz parte da cena. Em todos os setores justificam-se demais, explicam-se demais, mas a concretude de fatos, atos, ações e realizações ficam aquém do que poderiam ser/estar/ter/haver.
Fora os programas federais implantados, não há um só programa (projeto) municipal em andamento e com perspectiva de sequência e de futuro. É tudo pontual, localizado, coisa de momento. Por mais que os defensores tentem apontar realizações, quéde, cadê, onde? Proporcionais aos orçamentos municipais e às verbas entrantes mensalmente.
Graças ao peso do produto café na balança comercial, o município é um dos mais ricos de Minas. Tanto dinheiro, com planejamento e austeridade, máquina enxuta, criatividade, simplicidade e inteligência, sem dúvida as coisas aconteceriam... Quem sabe um dia. Enquanto isso a mamãe prefeitura de Patrocínio é uma das maiores empregadoras da região.
Abaixo os orçamentos de Patrocínio na atual administração. Soma tudo e divide pelos meses, por favor. Algumas previsões orçamentárias foram suplantadas.
Ano 2009 - R$ 128.442.111,00
Ano 2010 - R$ 140.930.000,00
Ano 2011 - R$ 156.500.000,00
Ano 2012 - R$ 170.525.300,00
Ano 2010 - R$ 140.930.000,00
Ano 2011 - R$ 156.500.000,00
Ano 2012 - R$ 170.525.300,00
Saliente-se que o Departamento de Água e Esgoto - DAEPA tem orçamento próprio. Considerável também.
Repetindo: Tudo isto fora os repasses estaduais e federais. Em tempos de Mega Sena da Virada, reflita. É dinheiro demais, não é?
Por falar em Mega Sena da Virada, já fez sua apostinha? Boa sorte!
Repetindo: Tudo isto fora os repasses estaduais e federais. Em tempos de Mega Sena da Virada, reflita. É dinheiro demais, não é?
Por falar em Mega Sena da Virada, já fez sua apostinha? Boa sorte!
