Vamos brincar de criar
Distrito Industrial?
Distrito Industrial?
Vamos continuar brincando de fazer de conta? Vamos fazer de conta que Patrocínio agora, depois de 30 anos, vai ter um Distrito Industrial Improvisado, para abrigar as 19 empresas que receberam doação de terreno, sem qualquer planejamento, no apagar das luzes de 2011, apenas e tão-somente para justificar a doação milionária de uma fazenda para a riquíssima Cemil?
A mesma administração que há três anos vem falando que vai instituir um novo Plano Diretor lança, a bel prazer, um Distrito Industrial (Improvisado) às margens da BR-365. Tem gente que ainda leva isso a sério. Até porque não entende bulhufas e mistura alhos com bagulhos.
Primeiro doou as áreas. Agora se compromete a pavimentar ruas, levar água e esgoto, iluminação, terraplanagem (dentre outros), numa área total de 97.649 metros quadrados. Toda infraestrutura ao custo de R$ 1,5 milhão. Em ano eleitoral é obra pra lá de manjada.
Na verdade a melhor área para se estabelecer um Distrito Industrial Municipal (sem improviso), de acordo com estudos antigos realizados por administrações passadas, é aquela que fica na saída para Uberaba, em terras de herdeiros de Sidônio e Emidinha. Mas...
Quanto ao ‘affair’ Cemil, recapitulemos: o prefeito de Patrocínio – cidade em que a prefeitura é farturenta mamãe leitosa – adquiriu uma fazenda de 20 hectares, pelo valor expressivo de R$ 700 mil e a concedeu de graça gratuitamente àquela cooperativa, para que ela possa implantar, anexo à Planta Química da Vale, uma unidade industrial para mistura de fertilizantes. Um negócio que não tem perigo de dar errado de jeito nenhum.
O doutor prefeito comprou a gleba e só tornou o negócio público depois de efetivado. O JdFA até que antecipou, mas... Aquilo que pode parecer um episódio de desenvolvimento do município é mais um capítulo de doação - sem debate com a sociedade - do patrimônio do povo, adquirido graças aos impostos pagos pelos patrocinenses. Como eles têm o poder de estabelecer as prioridades nessa terra, R$ 700 mil foram priorizados nisso. O que você acha? Dispor de R$ 700 mil para tal está entre as prioridades de Patrocínio nesse momento? Só que agora, leitor(a), a ignêz é morta...
A mamãe prefeitura, nas mãos dessa gente, tem bala para comprar fazenda e doar (presentear) a uma empresa privada. Só não tem para investir na saúde da pobreza, construir um Pronto Socorro (ou Hospital Municipal) digno, na segurança da população e em projetos para tratamento de viciados em crack etc e opções de lazer para a juventude, melhorias em bairros que há muito não recebem benefícios do poder público. Sem falar na falta de um Instituto Médico Legal (IML) e no insolucionável e vergonhoso Lixão a céu aberto. (Não vamos aqui ficar desfiando um rosário de carências urgentes e inadiáveis do município... Pra quê?)
Pergunta se algum vereador questionou, ponderou ou sequer manifestou-se contra esse tipo de munificência. Que nada. Eta turma generosa (e sem preparo). Nesse caso, os impostos do povo, totalizados em R$ 700 mil, foram repassados em benefício dos acionistas de uma cooperativa capitalizada, rica, cujas ações no pregão cooperativista só tendem a crescer. A mesma cooperativa que era para ter sede em Patrocínio e que optou por estabelecer-se em Patos de Minas. A cooperativa pediu e ganhou 20 hectares de brinde. Fez a parte dela. Afinal, quem não chora não mama.
Agora essa conversa - sem estudo ou planejamento algum - de que Patrocínio terá, depois de 30 anos, um Distrito Industrial, isso até parece brincadeira de quem só sabe improvisar. Não deve ter noção alguma do que realmente seja de fato um Distrito Industrial. Falta um projeto consistente para um tema de tal magnitude, tão complexo e abrangente. Patrocínio precisa se profissionalizar, sair do amadorismo, do jogo de faz-de-conta. Seus administradores precisam aprender a ver além da Serra do Cruzeiro ou do Morro do Gavião. E parar de ficar pensando somente na próxima eleição.
Acorda, Patrocínio! Dorme não, patrocinenses!
A mesma administração que há três anos vem falando que vai instituir um novo Plano Diretor lança, a bel prazer, um Distrito Industrial (Improvisado) às margens da BR-365. Tem gente que ainda leva isso a sério. Até porque não entende bulhufas e mistura alhos com bagulhos.
Primeiro doou as áreas. Agora se compromete a pavimentar ruas, levar água e esgoto, iluminação, terraplanagem (dentre outros), numa área total de 97.649 metros quadrados. Toda infraestrutura ao custo de R$ 1,5 milhão. Em ano eleitoral é obra pra lá de manjada.
Na verdade a melhor área para se estabelecer um Distrito Industrial Municipal (sem improviso), de acordo com estudos antigos realizados por administrações passadas, é aquela que fica na saída para Uberaba, em terras de herdeiros de Sidônio e Emidinha. Mas...
Quanto ao ‘affair’ Cemil, recapitulemos: o prefeito de Patrocínio – cidade em que a prefeitura é farturenta mamãe leitosa – adquiriu uma fazenda de 20 hectares, pelo valor expressivo de R$ 700 mil e a concedeu de graça gratuitamente àquela cooperativa, para que ela possa implantar, anexo à Planta Química da Vale, uma unidade industrial para mistura de fertilizantes. Um negócio que não tem perigo de dar errado de jeito nenhum.
O doutor prefeito comprou a gleba e só tornou o negócio público depois de efetivado. O JdFA até que antecipou, mas... Aquilo que pode parecer um episódio de desenvolvimento do município é mais um capítulo de doação - sem debate com a sociedade - do patrimônio do povo, adquirido graças aos impostos pagos pelos patrocinenses. Como eles têm o poder de estabelecer as prioridades nessa terra, R$ 700 mil foram priorizados nisso. O que você acha? Dispor de R$ 700 mil para tal está entre as prioridades de Patrocínio nesse momento? Só que agora, leitor(a), a ignêz é morta...
A mamãe prefeitura, nas mãos dessa gente, tem bala para comprar fazenda e doar (presentear) a uma empresa privada. Só não tem para investir na saúde da pobreza, construir um Pronto Socorro (ou Hospital Municipal) digno, na segurança da população e em projetos para tratamento de viciados em crack etc e opções de lazer para a juventude, melhorias em bairros que há muito não recebem benefícios do poder público. Sem falar na falta de um Instituto Médico Legal (IML) e no insolucionável e vergonhoso Lixão a céu aberto. (Não vamos aqui ficar desfiando um rosário de carências urgentes e inadiáveis do município... Pra quê?)
Pergunta se algum vereador questionou, ponderou ou sequer manifestou-se contra esse tipo de munificência. Que nada. Eta turma generosa (e sem preparo). Nesse caso, os impostos do povo, totalizados em R$ 700 mil, foram repassados em benefício dos acionistas de uma cooperativa capitalizada, rica, cujas ações no pregão cooperativista só tendem a crescer. A mesma cooperativa que era para ter sede em Patrocínio e que optou por estabelecer-se em Patos de Minas. A cooperativa pediu e ganhou 20 hectares de brinde. Fez a parte dela. Afinal, quem não chora não mama.
Agora essa conversa - sem estudo ou planejamento algum - de que Patrocínio terá, depois de 30 anos, um Distrito Industrial, isso até parece brincadeira de quem só sabe improvisar. Não deve ter noção alguma do que realmente seja de fato um Distrito Industrial. Falta um projeto consistente para um tema de tal magnitude, tão complexo e abrangente. Patrocínio precisa se profissionalizar, sair do amadorismo, do jogo de faz-de-conta. Seus administradores precisam aprender a ver além da Serra do Cruzeiro ou do Morro do Gavião. E parar de ficar pensando somente na próxima eleição.
Acorda, Patrocínio! Dorme não, patrocinenses!
